5.1.09
E houve uma manhã em que ela me disse: não estamos a chegar a lado nenhum. Óptimo, respondi: teremos então de morrer nesta cama.
Acusado de não a entender, predispus-me a amá-la, deveras. Acusou-me então de não a respeitar.
Foram dois anos minha querida. O que mais teríamos a dizer? Nada, ó burro! Bastava teres encurtado todo o processo.
Desculpa, nem sabia que ele era teu amigo. Desculpo o quê? Ter falado tudo com ele. Falado o quê? As tuas inseguranças, os teus medos, os teus fracassos. E...? Ele, tipo porreiro e genial, compreendeu tudo.
Estarás aqui amanhã? Depende do teu querer amanhecer. Mas eu estarei aqui para sempre. Isso não é tempo demais para depois de amanhã?
Tentei somar os nossos momentos lindos juntos. Em tempo e cumplicidade e distância. E tu? Eu? Nada sei e nada respondo. Mas perdemos o tempo pelo menos.
